quinta-feira, 20 de novembro de 2014

   A vida é como um balão.
   Sobe, sobe… mas chega a uma altura que não dá mais e rebenta.
   Enquanto crescemos aprendemos a gostar das pequenas coisas e a dar-lhes valor, mas o que devemos fazer, quando uma dessas pequenas coisas nos destrói por dentro como uma bomba relógio que sabemos quando vai rebentar?
   É como se de repente tudo desaparecesse, como se o mundo desabasse e só restássemos nós e aquela bomba.
   Devemos deixá-la rebentar e matar-nos? Devemos esperar que o tempo acabe e que a morte chegue e nos leve?
   Eu queria lutar, fugir para longe dela e viver a vida que sempre sonhei. Mas não dá quando há forças que nos prendem ao chão como raízes.
   O que faço? Não posso lutar mas também não posso ficar aqui e chorar todas as vezes que me lembro.
   As lágrimas não podem escorrer todas as noites antes de dormir e todos os dias ao acordar.
   O balão devia subir mas não devia rebentar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


   É difícil pensar em ti sabendo que não estás aqui e não vais voltar.
   Volta.
   Volta e vê a mulher em que me tornei.
   Volta e abraça-me quando algo não estiver bem.
   Volta e enxuga as lágrimas que derramei ao pensar em ti.
   Desculpa se não me despedi de ti como eu queria e se alguma vez te magoei com as minhas atitudes.
   Tens de compreender, eu era uma criança ingénua que não compreendia o que se estava a passar.
   Se soubesse que ias partir, tinha sido tudo diferente.
   Vê-los chorar por ti e não poder fazer nada, vê-la sofrer e só poder abraça-la na esperança de a acalmar, sentir-me impotente.
   Eu sei que ainda estás aqui a proteger-me, eu sinto-te às vezes.
   Como é o sítio onde estás? Com quem estás?
   Há tantas perguntas que gostava de te fazer….
   Obrigada por me protegeres todos os dias e todas as noites enquanto durmo.
   Mas não é só a ti que tenho de agradecer, eles também estão contigo.
   Podes-lhes dizer que tenho saudades e que o facto de terem partido cedo não faz com que eu não me lembre deles? Ainda me lembro dos momentos mais simples como se fosse ontem.
   Gostava que estivesses aqui para te poder fazer uma pergunta:
   Tens orgulho da pessoa em que me tornei?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Só falta saber o que escrever, porque o que sinto eu já sei.
Se calhar vou tornar-me repetitiva em dizer que te amo e o quanto és importante para mim por isso não o vou dizer. Não desta vez.
Estou aqui para falar de outra coisa, algo que nunca senti por ninguém.
Eu era nova, indefesa, e não confiava em mim. Só me restava a dor de ser quem era.
Tu apareceste como quem não queria nada e fizeste-me rir. Fizeste-me rir com as tuas parvoíces e com as tuas palhaçadas. Nunca tinha encontrado ninguém assim.
Contei-te os meus segredos mais embaraçosos mas tu nunca te riste, era como se me compreendesses, como se fosses igual a mim.
O tempo foi passando e eu comecei a ser feliz. Até hoje te agradeço por isso.
Quando eu precisava, tu estavas lá. Quando tu precisavas, eu estava lá.
Chorei muitas vezes enquanto fazíamos chamada, tu imploravas para eu parar de chorar mas eu não conseguia.
Chateaste-te muitas vezes comigo por eu me magoar a mim própria, desculpa, eu achava que merecia aquilo.
Nunca fui fácil de compreender mas tu nunca desististe, e mesmo quando eu queria morrer, quando eu achava que não merecia todo aquele amor tu não me deixavas desistir.
Sofremos os dois por causa de certas atitudes, afastamo-nos por coisas estúpidas, mas a amizade e o amor foram mais fortes.
Ainda hoje te peço desculpa por tudo o que faço, pelas minhas atitudes, porque na realidade eu não te quero magoar, quero fazer-te o rapaz mais feliz do mundo.
Hoje sou quem sou graças a pessoas como tu.

Eu amo-te.

sábado, 10 de maio de 2014

   Hey? Lembraste de mim? Sou a rapariga que sempre te amou.
   Aquela rapariga que sentia borboletas na barriga sempre que passava por ti, aquela que não conseguia olhar-te nos olhos porque ficava corada.
   Ela? Que estava sempre à espera de uma mensagem tua, que sonhava com o dia em que ias ter com ela e lhe ias perguntar “queres namorar comigo?”, ela que sofreu por ti mas nunca desistiu, sabes porquê?
   Porque tu foste o único que lhe deu valor quando ela mais precisou, eras tu que estavas lá quando mais ninguém estava.
   Sabes o “para sempre” que ela sempre prometeu? Ela jurou cumpri-lo.
   Quando te magoa? É ela que sofre mais.
   Quando vocês discutem? Ela chora porque sabe que um dia te vai perder.
   Ninguém é perfeito, muito menos ela.
   Quando ri? É porque está feliz por te ter ao seu lado.
   Quando chora? Acredita, é porque tem medo de te perder.

   Ela? Sou eu.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


 
   Eu não olho para trás e penso em sorrir porque já chorei.
   Não penso em voltar a viver os mesmos momentos porque são passado.
   Mas penso em continuar a ser feliz, em continuar a sorrir e a olhar para trás e pensar em como superei tudo.
   Chorei? Sim chorei.
   Sofri? Sim sofri.
   Quis desistir? Quis desaparecer do meu mundo? Quis esquecer tudo e todos e voltar a ser feliz? Sim quis.
   Mas, desisti? Não.
   Na minha cabeça o meu mundo voltou-se contra mim.
   Estava sozinha, sentada no chão frio do meu quarto, a pensar que talvez eu merecesse aquilo, talvez eu merecesse estar sozinha.
   Mas mesmo depois de todas as lágrimas, ergui a cabeça e continuei.
   Se foi fácil? Nada mesmo.
   Tive de fazer um “delete” no meu passado como se de repente tivesse amnésia.
   Tenho medo de me estar sempre a repetir, já não sei o que escrever, acho que pela primeira vez na minha vida sou feliz e isso faz com que não saiba o que sentir. Estranho não é?
   Estava habituada a sofrer calada e a chorar em silêncio mas de repente apareceu ele, que mudou completamente a minha rotina.      Pela primeira vez não tive de chorar, só tive de sorrir para o fazer sorrir.
   Encontrei o amor e a felicidade ao mesmo tempo.
   Se hoje sou feliz? Sou, graças a ele.

sábado, 15 de fevereiro de 2014


   Escrevo e apago, escrevo e apago, escrevo e apago num ciclo vicioso à espera das palavras certas.
    Foste importante para mim e ainda és, só falta a coragem para o admitir.
    Lembras-te das “melhores amigas para sempre”?
    Eu lembro-me e pergunto-me onde estiveste quando eu desabei e precisei de ti, quando deixei de acreditar em tudo e em todos. Só depois me lembro que fui eu que fugi para onde tu não me podias ajudar.
    Sempre acreditaste em mim e quando eu precisava de alguém, estavas lá.
    As vezes olho para trás e penso em como fui burra. Será que doeu tanto a ti como a mim?
    Toda aquela indiferença do que um dia foi uma amizade inocente.
    A verdade é que tudo o que aconteceu me fez pensar, será que devia ter seguido outro caminho?
    Será que se tivéssemos continuado amigas alguma coisa teria sido diferente?
    Acho que sim, acho que me preocupei demasiado com o que os outros pensavam e quando te tentaste aproximar novamente eu não deixei.
    Agora, não posso voltar atrás, o que aconteceu aconteceu.
    Tenho saudades admito que tenho, foram muitos anos a crescer contigo.
    Admito que errei e que sei que não posso voltar atrás mas gostava de te pedir desculpa uma última vez.
    Gostava de voltar a ter aqueles “nossos momentos”... lembras-te?     Aqueles olhares que só nós entendíamos, aquelas piadas que só nós conhecíamos, aqueles sorrisos que sempre tivemos...
    É tarde demais não é?
    Desculpa.