quinta-feira, 20 de novembro de 2014

   A vida é como um balão.
   Sobe, sobe… mas chega a uma altura que não dá mais e rebenta.
   Enquanto crescemos aprendemos a gostar das pequenas coisas e a dar-lhes valor, mas o que devemos fazer, quando uma dessas pequenas coisas nos destrói por dentro como uma bomba relógio que sabemos quando vai rebentar?
   É como se de repente tudo desaparecesse, como se o mundo desabasse e só restássemos nós e aquela bomba.
   Devemos deixá-la rebentar e matar-nos? Devemos esperar que o tempo acabe e que a morte chegue e nos leve?
   Eu queria lutar, fugir para longe dela e viver a vida que sempre sonhei. Mas não dá quando há forças que nos prendem ao chão como raízes.
   O que faço? Não posso lutar mas também não posso ficar aqui e chorar todas as vezes que me lembro.
   As lágrimas não podem escorrer todas as noites antes de dormir e todos os dias ao acordar.
   O balão devia subir mas não devia rebentar.